quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Poltrona LOST!!!


O site anuncia que essa poltrona é ótima para os bagunceiros que precisam dar um jeito na casa quando chega uma visita...


Tia Zumira comprou uma desta e desde então, não sabe onde está sua garrafa de Amarula, sua coleção de livros Sabrina, uma casal de periquitos que ganhou no bingo clandestino e seu esposo, o saudoso Tio Astolpho.


Força tia! Fim de semana tamu aí pra fazer uma busca geral afinal, o tio já está há 2 semana sem os remédios da pressão...

domingo, 7 de novembro de 2010

Impressões gastronômicas do continente da batata



Boa noite amigos tupiniquins,

Confesso que não estou com toda a inspiração do mundo pra escrever sobre a viagem. Sono, preguiça e até um pouco de fraqueza já que não tenho comido nada sólido após as 18h30 (depois eu explico!).

Mas, o fato é que o tempo está passando e já não tenho a memória de uma garotinha, de modo que em breve, não lembrarei ao certo os nomes das cidades por onde passei... Nem google me ajudará!

Então, aproveitando que estou faminta, quase comendo o controle remoto da TV, vamos falar da parte gastronomica da viagem...
Apesar de conselhos de amigos, dicas de quem já havia viajado e muita, mas muita informação da internet, não passamos nenhum perrengue em termos de "comidinhas" no velho mundo. Sorte ou não, não fomos surpreendidos com restaurantes hiper caros ou "facadas" na hora de fazer uma boquinha.
Em todos os lugares, mesmo nas cidadezinhas minúsculas, as opções gastronômicas eram tantas e tão apetitosas que passar vontade, definitivamente, não estava em nossos planos. Como todo bom turista, o café-da-manhã tinha que ser levado a sério pois além de já estar pago, nos sustentava para as longas caminhadas durante o dia.
MacDonalds e similares estão em todo lugar e sempre cheios de adolescentes, já que o Big Mac deles é bem mais barato que o nosso (U$4,70 contra U$5,30 aqui no Brasil). Mas o europeu que não é nada bobo, não troca o prazer de sentar-se ao sol para tomar um café olhando para o movimento das ruas, afinal assistir a um desfile de pessoas bonitas e elegantes pela Champs Elysees é bem melhor que almoçar olhando pra cara do Ronald MacDonald.

EU AINDA VOU MORAR EM UM SUPERMERCADO DE PARIS

Foi o primeiro choque. Que supermercado era aquele?! Só quando entramos no Auchan minha ficha caiu e percebi que realmente estava em outro mundo. Não lembro ao certo mas acho que ficamos umas 2horas lá dentro perdidos entre centenas de marcas de iogurte, cereais, geléias, pães, chocolates, cafés e mais um monte de coisas... O que espantava era a variedade, o mundo de opções a um preço ridículo pra nós brasileiros. Um corredor inteiro de produtos veganos, outro só com comida kasher. Vinhos e queijos são um capítulo a parte. Sabe tudo aquilo que você vê no Pão de Açúcar mas nunca compra porque custa uma fortuna? Então, lá é uma merreca! Vinhos a partir de 3 euros e queijo camembert a 2 euros (o grande!) são só exemplos. O fato é que desde de que voltei venho sofrendo de fortes crises de depressão quando tenho que entrar no Extra da Brigadeiro ou no Mercadinho do Zé da 13 de Maio.
O vinho nosso de cada dia, dia após dia...

O MELHOR SORVETE DE CHOCOLATE DO MUNDO

Estávamos em Praga, Republica Tcheca. O centro da cidade é relativamente pequeno, cheio de becos e vielas repletos de lojinhas, bistrôs e lojas de comidinhas.

Fachada do restaurante Cream & Dream em Praga

Fomos a mais de um restaurante mas o Cream & Dream foi o ápice. Poucas mesinhas, uma vitrine de doces pequena, mas linda e só. Após o jantar maravilhoso (risoto ao fungui, penne 4 formaggi e 2 taças de vinho) eis que surge ele: o sorvetinho de chocolate!!!!! Um creme, um nectar, um manjar dos deuses, um deleite para as papilas gustativas um verdadeiro tapa na cara da sociedade em matéria de suculência e sabor. E tudo isso por 20 euros... para os dois!
VEGETARIANA, PERO NO MUCHO

Estávamos em Berlim. Como nas demais cidades, nosso plano foi "andar por aí sem rumo e ver o que rola". E num desses percursos, próximo a Alexander Platz, passamos em frente a um restaurante típico berlinense com ofertas tentadoras. A fome nem era tanta mas o cansaço e o frio nos fez entrar e pedir "só um pratinho" pra tapear o estômago. O esquema era de um PF, com váááárias opções: porco cozido, porco grelhado, porco assado, hamburguer de porco, bolinho de porco, um peixe esquisito e... porco. Como acompanhamentos, batata cozida, batata sauté, batata tostada com páprica, purê de batatas, repolho azedo e legumes.
Cardápio em Golsar. Fácil de entender...
Duas alemãs gigantes serviam atrás do balcão com toda delicadeza daquelas cozinheiras do bandejão da faculdade. Pois bem, após conseguir passar incólume por centenas de salsichas de todos os tipos lambuzadas por mostarda (pausa para as piadinhas com "salsicha") e mesmo com a opção do peixe, cuja assadeira estava intacta, sucumbi e cai de boca no hamburgão! E olha eu meu pedido era fichinha perto do eisben do Edu, servido num prato com uns 40cm de diâmetro, totalmente preenchidos pela iguaria. 500ml de Weizenbier para acompanhar (por cabeça) e um apfelstrudel com calda e creme mega doce de sobremesa. Antes que perguntem, não, não passamos mal e nem tivemos indigestão afinal, sal de frutas é pra quem exagera na coxinha, no vinho Chapinha e no churrasco grego. Meter o pé na jaca na Europa é outra coisa!
BOM, BONITO E NEM TÃO CARO
Quando dizem que os ingleses comem mal, que tudo é só batata, batata, batata e que sua cozinha é sem graça. Se isso um dia foi verdade, informo que nada disso é verdade. Os habitos dos súditos da rainha estão (e muito) exigentes e a oferta de produtos "naturais" é imensa. Tanto em supermercados e até em barracas de rua, as opções vegans, a base de soja, integrais e low fat são fartas. Realmente, Londres foi a cidade onde vi que as pessoas tem uma certa fixação por tudo que é saudável. Haja visto a quantidade de pessoas que vimos correndo em parques e nas ruas.
No Camden Market, nem espaço cheio de barracas de comida do mundo inteiro (inclusive uma de coxinha e pão de queijo do BraZil) provei um PF vegavo com cuzcuz marroquino e legumes. E ao sair do Portobello nos deparamos com esse mercado. Na porta, ovelhas, galinhas e cestos e cestos com frutas e legumes recém colhidos. Dentro, haviam os produtos manufaturados como queijo, pães, geléias, tudo feito com matéria prima orgânica. Provei um bolo de limão (que tinhagosto de limão de essência de limão) e um gaspacho (que tinha gosto de tomate e não de pomarola). E pra ser mais politicamente correto ainda, as pessoas que trabalham nas fazendas e que preparam os produtos são jovens ingleses carentes que fazem parte de um projeto social.

Setor dos pães do mercado orgânico em Londres.


VERDADES (E DICAS) IMPORTANTES NUNCA DANTES REVELADAS

1. O croissant francês não é aquilo tudo. Já comi melhores por aqui;

2. Essa história de que comer pizza fora do Brasil (e de São Paulo) é besteira. Até em Goslar (cidadezinha a sudoeste de Berlim) tem pizza boa;

"Queijinhos" expostos nas ruas de Amsterdã, ao lado do mercado de flores

3. A luta por um café expresso foi grande. Além do café do dia a dia (que tem gosto de café instantâneo), os expresso que provamos não tinham a espuminha típica dos nossos. A vantagem é que sempre vêm acompanhado do bolachinhas ou outros "mini quitutes" deliciosos;

4. Como os queijos são maravilhosos e baratos dá vontade de trazer alguns pro Brasil, certo? Não façam isso!!! Além do cheiro tomar conta de toda a bagagem, comê-los aqui perde todo charme e glamour;

Novo livro do Jamie Oliver, ainda não tem no Brasil...

5. A Bélgica tem o melhor chocolate do mundo mas por lá também rola o golpe do hidrogenado. Tudo bem que até o hidrogenado deles é melhor mas se você chegou até lá, gaste mais uns euros e compre um chocolate bom, pô! Compre algo no Godiva para degustar em momentos especiais, já que as lojas do Brasil fecharam de tão caras), e detone quando achar um mercado com promoção de Lindt por menos de 2 euros. Outras marcas de boa qualidade também têm preços melhores que o free shop.

Berrys, berrys and berrys...

6. Achamos que comida do oriente médio é tudo igual mas na Europa é diferente. Tem restaurantes e lojinhas de rango do Irã, do Kwait, da Turquia, do Egito, do Paquistão e do Vietnã por todo lado. Em geral são preços são bacanas e os vendedores bem simpáticos, todos "brimos". Mas cuidado para não dar fora, chamando todo mundo de turco! Se algum deles entender, você corre o risco de ser apedrejado até a morte!

7. Além da cópia do passaporte e do cartão do seu hotel, tenha sempre na mochilinha uma garrafinha com vinho, um pãozinho ou similar e uma barra de chocolate pra beliscar durante a caminhada. Você irá ao delírio no supermercado e ainda contribuirá para aumentar o seu metabolismo já que comer a cada 2 horas e altamente recomendado por médicos e especialistas.
E bon appetit!

domingo, 17 de outubro de 2010

A descoberta do velho mundo

Na Torre (vou arrumar a data!)

Olá Brasil!!!!

Voltei!
Foram 16 dias (eu acho) totalmente excelentes, cheios de novidades, sensações, paisagens, cheiros e sabores únicos. Ainda não sei como organizr tudo isso aqui no blog para (tentar) passar um pouquinho dos bons momentos que vivi nessa viagem.
Em Londres

Como toda a viagem que se preze, visitei quase todas as atrações turísiticas por onde passei. Sim, fui ao Louvre, sim fui a Torre Eifel, sim tirei uma foto ao lado da cabine telefônica vermelha em Londres e é obvio que devo ter comido uns 5 kg de chocolate na Bélgica. Mas como sabem que o ETMV sempre mostra o "outro" lado da história e foge daquelas situações "lugar comum", deixarei vocês com as minhas impressões do velho continente, contando um pouco do que aconteceu em cada uma das cidades que visitei.

Já deixo avisado de antemão que TODAS são lindas e exalam uma riqueza cultural sem comparação. Desde os 40.000 AC, época dos primeiros registros de ocupação no continente, passando pelos impérios com suas descobertas e revoluções até o período das grandes guerras, os cerca de 50 paises europeus guardam toda nossa história, tudo aquilo que de certa forma justifica a sociedade dos dias de hoje. Mas o mais bacana é que toda essa riqueza, todos os registros que expressam a ação do homem no tempo e no espaço não estão restritos às salas de museus, às praças com seus monumentos e às torres de suas catedrais (todos lindos por sinal!). Não.
A história, ou o resultado dela se assim preferirem, está nas pessoas. Numa simples caminhada pelas ruas de Notting Hill, em um show de rock em Berlin, tomando o melhor sorvete de chocolate do mundo em Praga ou durante um passeio de bicicleta por Paris vimos, esbarramos, conversamos e conhecemos pessoas que me mostraram o que é ser cidadão de verdade. Me mostraram que ser cidadaõ é muuuuito mais do que não jogar lixo na rua ou dar lugar ao mais velho no onibus.
No Louvre

Não dá pra negar que o europeu é sim um povo mais evoluído. Tirando o concierge do Novotel, a atendente do Louvre e o motorista de taxi do CDG, a lição foi de respeito ao outro (seja lá quem for), de respeito pela cidade e pela história. É por esse respeito que lá, cada centavo é valorizado. Mesmo capitalista, o europeu sabe que o que é bom não precisa ser caro e que qualidade de vida não tem nada a ver com marca ou luxo. Simples, essa é a palavra. Parece que eles já descobriram que dessa forma tudo fica mais fácil e de certa forma, mais justo.

Enquanto não chegamos nesse patamar, só me resta agradecer aos céus pelos dias maravilhosos e ao meu melhor companheiro de 384h, Edu.


E como não estou nem um pouco a fim de falar sobre as eleições, sobre o resgate dos mineiros do Chile e sobre quem vai ser eliminado na Fazenda, os próximos posts serão sobre a viagem. Curiosidades, perrengues, comidinhas e detalhes sórdidos serão em breve revelados. Aguardem!

Próximo post: Pedalando por Paris ou Que o mundo se acabe em baguete, vinho e camembert!